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Mostrando postagens de fevereiro, 2018

A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

Pequeno membro, mas pode incendiar uma floresta

     Palavras agradáveis nem sempre são verdadeiras. Atitudes bondosas, muitas vezes, não são leais. Muitos se aproximam oferecendo ajuda, porém carregada de fingidas intenções. Investigam até conseguirem o máximo de informações; contudo, a malignidade cerca os pensamentos. E, assim, escavam a existência alheia, a fim de divulgá-la sem o mínimo respeito, sem averiguar as consequências que, inclusive, podem provocar uma avalanche de contendas ou perdas. É natural falar mal do próximo, alguns assim defendem. Todavia, não há conformidade quando surgem rumores nos quais o falador se torna o assunto do jantar, do chá da tarde, do horário de almoço, da conversa na roda de amigos, daquela vizinha na casa da outra vizinha etc. "Ah! Isso não é normal! Não é justo falarem de mim!" Então, não é exemplar agir falsamente. Logo que o mexeriqueiro é o tema do diálogo, prontamente nomeia os seus amigos de fofoqueiros. Mas falar do próximo é bom? Nesse caso, por que não gostar de ser...