A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

"A boca fala do que está cheio o coração"






           Em plena manhã de domingo, venho refletir sobre o que Jesus falou:

"A boca fala do que o coração está cheio." (Mateus 12.34)

É maravilhoso ouvir, ler e conhecer os mistérios das palavras do Mestre!

Em outra passagem, Cristo diz:

"Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituições, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias." (Mateus 15.19)

É impossível conhecer a Cristo e continuar com o coração perverso, visto que a essência do cristianismo é exalar o perfume de Cristo: viver como Ele viveu em todas as circunstâncias. O Filho de Deus é o exemplo a ser seguido.

Se da boca de um "cristão" saem palavras torpes, maldizentes etc.; se é avarento, arrogante, fala mal do próximo, é rixoso... esse coração é uma árvore má, já que produz maus frutos (Mateus 7.17).

O nosso coração deve florescer em amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5.22-23). Mesmo sendo pecadores, porém salvos e remidos pelo sangue de Cristo, devemos andar segundo o Espírito Santo de Deus. Assim, a cada instante, abandonaremos as obras da carne e nos revestiremos das obras da luz. Ter um coração iluminado pelo Espírito é ter paz e viver em comunhão com Deus. É viver no processo de santificação, pois, sem ela, ninguém verá o Senhor (Hebreus 12.14).

Tenhamos um coração puro, abençoador e temente a Deus.

Que bendiga e exalte o Rei do universo e da vida daqueles que creem e professam o seu santo nome.

Que a nossa boca professe Cristo! Que seja uma fonte ministerial do Reino dos céus.

Que os nossos lábios proclamem as obras do Salvador do mundo e, impreterivelmente, que o nosso coração seja o centro das manifestações do Espírito Santo, produzindo os frutos daqueles que foram chamados para praticar a justiça de Deus.



Joseane Fonseca

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