A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

"Por suas chagas, fostes sarados" (I Pedro 2:24)

           Privilégio! Sim, é um privilégio pertencer ao Senhor! Alegro-me todos os dias pela sua graça salvadora! Mesmo sabendo que não possuo méritos para receber a salvação, porque ela não é recebida por meio de obras humanas (Efésios 2:9), mas é, exclusivamente, um dom gracioso do verdadeiro Deus (Efésios 2:8).

Regozijo-me em conhecer a fé salvadora e transformadora, imputada ao meu ser por meio do Espírito Santo de Deus, que nos chama, nos justifica e nos glorifica (Romanos 8:30), para sermos conformados à imagem de Jesus Cristo (Romanos 8:29).

Cristo esvaziou-se de toda a sua glória celestial para morrer por nós e, assim, levar sobre si a maior e mais devastadora enfermidade: o pecado. Porquanto é o pecado que nos afasta de Deus Pai e nos torna depravados, pois o homem caído é levado às práticas dos prazeres humanos. Esses prazeres carnais nos mantêm distantes da presença do Deus Santo (Isaías 59:2).

Em Cristo, tornamo-nos filhos de Deus e herdeiros dos céus. Em Cristo, somos nova criatura (2 Coríntios 5:17), praticantes das obras da luz. Visivelmente, quem nasceu em Cristo não ama o mundo pecaminoso; e, se alguém age assim, o amor de Deus não habita nele (1 João 2:15).

Cristo é o Pastor da nossa alma, como afirma o apóstolo Pedro. Jesus é quem nos guia, e nele estamos seguros, independentemente de quaisquer circunstâncias. Nele somos felizes, não pelo que temos, mas pelo que somos: filhos de Deus, pela sua infinita graça.

Com Cristo venceremos o pecado. Ele nos sarou e nos regenerou. Assim sendo, caminharemos olhando fixamente para o alvo — Jesus Cristo, autor e consumador da nossa fé (Hebreus 12:2), que, aceitando a cruz e sofrendo sobre si todos os nossos delitos, sarou-nos do pecado e livrou-nos da morte eterna.

A Ele, a glória!

Joseane Fonseca
       

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