A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

É assim



Assim deve ser:

Deus, você e eu.

Quanto mais do Senhor,
enriquecemos a nossa união;
plenamente felizes,
vamos viver.

É assim:

Mergulhando nas Escrituras;
orando constantemente;
meditando Nele — a Fonte
que quebranta o eu, enfim.

Já não mais vivemos nós,
mas Ele vive e reina no lar.
Da nossa união desfaz os nós;
então, guia-nos às águas
calmas, ensina-nos a perdoar.

À Torre Forte corremos.
Abrigo seguro encontramos Nela.
Neste cenário em que descartam
os princípios teus, Senhor,
do nosso barco, Tu guias a vela.

É assim:

Deus, você e eu.

E, para sempre, Senhor,
seremos teus!

(Joseane Fonseca)




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