A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

Consolador


7Mas eu afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas, se eu for, eu o enviarei. 8Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.





Divino Consolador,
És o ser que nos alegra
Em meio a tristeza e dor.
O bálsamo que refrigera
A alma do pecador.

Doce Espírito Santo,
Guias os passos 
E te preocupas tanto;
E mostras os cuidados
Para não se viver em pranto. 

Lamentando a miséria
Do pecado que atinge
A alma nessa matéria,
Nesse corpo infamante,
Nesse solo, nessa atmosfera.

Destituído da glória,
Necessita o pecador
Voltar a trajetória,
Regressar ao SENHOR,
Passar por metanóia.

Convencendo do pecado,
Da justiça e juízo.
Na verdade, guiando,
No evangelho glorioso,
Do Pai e do Filho testificando.

Ah! Doce Espírito!
Ensinas a orar 
Enquanto o espírito abatido
Do pecador se deleitar
Em soluços, em gemidos.

Implorando perdão
A pobre alma grita,
Desejando consolação,
Pois, está tão aflita
Vivenciando a transformação.

O Espírito Santo a convenceu.
A glória de Cristo, contempla.
O velho homem morreu.
A nova criatura nascida
O SENHOR a recebeu.

                                                (Joseane Fonseca)

Reflexão em João 16.











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