Divino, oleiro, perdoador
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Oh, se rasgasses os céus e descesses!
Os montes tremeriam na tua presença!
E, como montões de gelo, derretesses
os povos diante da tua onipotência.
Com o teu poder criaste céus e terra;
coisas grandiosas e terríveis fizeste.
Das profundezas à infinita atmosfera,
reinas de Norte a Sul, de Leste a Oeste.
Desde a antiguidade nunca se ouviu
falar do teu poder, que a tudo supera.
Nem com os olhos jamais alguém viu
Deus que trabalhe por quem nele espera.
Perdão, Senhor, pois nos afastamos de Ti.
Sim, os pecados nos distanciam da glória
do Eterno, Santo, Altíssimo, Onipotente.
Vem! Traz o teu caminho à memória!
Pois, sem Ti, até a nossa maior justiça
não tem relevância; é insignificante.
Tão valiosa é: um trapo de imundícia.
Somente a tua justiça é perfeita e inerrante.
Nós, humanos, como folhas, murchamos.
Nossa injustiça, igual ao vento, nos arrebata.
Perdoa-nos; miseravelmente pecamos
e carecemos da tua bondosa graça!
Mas, Senhor, és o nosso eterno Pai.
Somos o barro nas tuas mãos.
És o Oleiro que, com excelência, faz
tudo para tua glória e satisfação.
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