A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

Paz

Ele é a paz
Paz que excede o entender
Preenche todo o ser
É quem faz entender
Que é possível viver
Na guerra, paz ter
Ele é a paz
Paz que afasta o temor
E na alegria e dor
Esbanja um sensor
Cheio de amor
E paz interior
Ele é a paz
Faz o coração descansar
E não se turbar,
Mas para Ele olhar
Crer e confiar
Pois já preparou um lugar
Ele é a paz
Prometeu levar ao céu
Quem por graça for fiel
Creu e não desfaleceu
E conduzido permaneceu
Pelo beneplácito de Deus
Ele é a paz
Excede o entendimento
Apesar do sofrimento
Cristo a todo momento
É alegria e contentamento
Satisfação em todo tempo.

(Joseane Fonseca)

Reflexão em João 14.

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