A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

Eu Sou


"Respondeu Jesus: “Eu afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!” 




Quem é Ele?
— A luz que ilumina,
a verdadeira libertação,
infalível Mestre que ensina

a verdade do Pai,
as Escrituras inerrantes.
Das glórias celestiais,
traz vida abundante!

Testemunho verdadeiro
trouxe do Pai ao mundo;
portanto, não O reconheceram.
O desprezam com rancor profundo.

— Tu és quem?
És maior que os profetas?
Maior que Abraão também?
— Sou do céu, não dessa terra.

Quem em pecado nasce
é escravo e vive na escravidão.
Eu Sou a verdadeira liberdade.
Se creres no Filho, terás a libertação.

Do Pai testifico unanimemente
e falo o que Ele me mandou.
Se fôsseis Dele, creríeis somente.
Antes que Abraão existisse, EU SOU.

                             (Joseane Fonseca)


Reflexão em João 8. 12-58.



 




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