A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

Imponência




Ele, o Todo-Poderoso,
Que governa com poder eterno,
Em Seu reino áureo e esplendoroso,
Que não tem fim, é sempiterno.

Não há quem O possa alcançar,
Grandioso em poder e justiça plena,
No cosmo, espaço, terra e ar,
Em tudo, Sua mão governa.

Homens, animais criou;
Sabedoria, inteligência ao homem deu,
Mas entendimento aos animais negou,
Porém força aos animais concedeu.

Força ao cavalo o homem não dá.
O avestruz ri-se do cavalo e cavaleiro ao correr.
A inteligência humana não faz o falcão voar,
Nem orienta a águia como sobreviver.

Sabes trovejar, gerar gota de orvalho?
Sequer fazes relampejar em resplendor?
Podes atar as cadeias do Sete-Estrelo?
Quem és para contestar com o Senhor?


(Joseane Fonseca)

Reflexão em Jó 37,38.




 




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