A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

Indesculpável

Indesculpável.
Sim, o homem é indesculpável.
Toda a criação exulta glória, poder, sabedoria, magnificência, 
soberania, domínio, completude, excelência.
Desde a criação do mundo, Deus se revelou
Seus atributos invisíveis, ao homem demonstrou
Seu eterno poder e criação divina.
Ó, homem! Por que a Deus não glorificas?
Porque teus pensamentos fúteis são
E se obscureceu teu insensato coração.
Mesmo dizendo que não existe Deus
Não há desculpa para esses pensamentos teus.
Vives gastando teus dias com alegrias
vãs,
Se deleitando todas as noites e manhãs
E não pensas quando Ele requerer
Da tua vida, do teu ser
Os dias que O ignorastes
E sobre Ele não pensastes.
Embora que te permitas viver
Satisfazendo teus próprios desejos
Acreditas que és feliz, contente
Mas reflita: Ele não tem o culpado por inocente!
Deus em Sua revelação geral
Que é a criação de tudo que Ele fez,
A natureza divina declara Sua existência,
Seu poder insondável, imensurável,
Te torna, ó homem, in-des-cul-pá-vel!


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