A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

Justiça e impiedade

Bem-aventurada é a criatura
que nos Teus caminhos
deseja trilhar, com alma pura,
almeja seguir os conselhos
para conhecer Aquele que está nas

densas alturas.

Oh! Como é bem-aventurado
quem na Tua Lei se deleita!
Medita noite e dia, concentrado,
lutando para não pecar,
mas viver pelo Espírito — convivendo
sempre, lado a lado.

E, pela graça do Pai, ser:
como árvore plantada junto
a ribeiros de águas e ter,
na estação certa, muitos frutos.
Folhagens murchas não existirão, e
bem-sucedido viver.

O perverso não é assim,
porque abandona a Lei do Pai.
Busca seu próprio interesse, sim;
mas, como palha ao vento, se esvai.
Disperso do Caminho perecerá, longe
da glória sem fim.

(Joseane Fonseca)

Reflexão em Salmo 1.

 
"Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores."
Salmos 1:1













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