A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

O Salvador



És o Salvador.

Em tua cruz me alegro;
por tua graça entrego
meu coração, Senhor!

És o Salvador.

Teu amor me ampara
e também me arrebata
em teus braços, Senhor!

És o Salvador.

És a luz que me ilumina;
és o pão que elimina
a fome do pecador, Senhor!

És o Salvador.

Por tua graça me encontraste;
quando perdida, me alcançaste,
justificando-me, Senhor!

És o Salvador.

Não há igual. O único.
Sim, não há outro!
Senhor, és o Salvador!

Joseane Fonseca

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