A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

Vivificados

        "Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados,"
           Efésios 2.1




Estando mortos em delitos,
mortos em pecados,
andando desgarrados, outrora,
segundo o curso deste mundo,
longe da glória.

Segundo o príncipe do poder do ar,
que atua nos filhos da desobediência,
em que antes andávamos, sem hesitar.
Filhos da ira por natureza.

Satisfazendo a vontade da carne,
sem conhecer a absoluta verdade.
Somente a misericórdia do Senhor,
concedida pelo Seu imensurável amor.

Em Cristo, vida nos deu.
Nele fomos ressuscitados.
Ninguém tamanho favor mereceu;
por isso, só pela graça somos salvos.

Por misericórdia, Cristo salva,
por meio da fé — dom do Pai.
Em Cristo, o Pai nos fez assentar
nos lugares celestiais.


                                   (Joseane Fonseca)


Reflexão em Efésios 2. 1-10








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