A dubiedade do eu

Imagem
Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

Tributo

“Ofereça a Deus em sacrifício a sua gratidão, cumpra os seus votos para com o Altíssimo, e clame a mim no dia da angústia; eu o livrarei, e você me honrará"




O Poderoso, o Senhor,
que chama a terra
do nascente ao poente,
em perfeição, Ele resplandece.

O Poderoso vem!
Vem para julgar.
À Sua frente, um fogo atormenta
e, ao Seu redor, uma tempestade violenta.

Conclama céus e terra,
julga Seu povo com equidade.
Dos céus, julga com perfeita diretriz;
pois o Soberano é o próprio juiz.

— Ouça-me! Não preciso de teus novilhos,
porque todas as criaturas do campo,
aves e animais são todos meus!
Eu, o Senhor, sou o teu Deus!

— Não necessito de nada de você:
Eu, Eu Sou, o dono do mundo
e de tudo o que nele há.
Portanto, o que você me oferecerá?

— Dê a mim a sua gratidão,
cumpra os votos com o Altíssimo.
Na angústia, pode a mim clamar;
Eu o livrarei, e você me honrará.

                                   (Joseane Fonseca)

Reflexão em Salmo 50.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Contemplação

Intangível

A dubiedade do eu