Análise
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Sem pressa.
Visto que os momentos,
de repente, se desintegram
e os instantes escapam; por vezes, ficam.
Ligeiramente.
Pois os segundos, talvez, se eternizem,
e o ensejo pode não mais voltar.
Apressa-te! Segundos podem acabar.
Abraçar demoradamente.
Logo, doar calor.
Recebê-lo, porque a hora se esvai,
e muitos se vão sem receber amor.
Olhar fixamente.
Desse modo, compreender e falar.
Há muitos olhares carentes...
Transmitir carinho, permitir amar.
Dar as mãos,
a fim de se importar intencionalmente.
Existe tanta solidão,
tanto vazio, presença ausente.
Beijar respeitosamente.
Uma vez que há tantos desalmados,
muitos abandonados; que deprimente!
Isso também revela afeto, cuidados.
Conversar.
Já que o mundo é veloz,
por que não diminuir, desacelerar?
A falta de diálogo, majoritariamente, é algoz.
Confiar, desconfiar,
porquanto entrelaçam-se à existência.
Apegar-se ao bem, o mal rejeitar.
Serenidade é a boa voz da consciência.
Andar mais devagar; às vezes, apressar.
Instantes vêm e vão... saber escolher...
Abraçar, olhar, beijar, conversar, amar...
Minimizar o ter. Invadir a essência, o ser!
Pensar: um dia, todos os feitos
o Criador a juízo irá trazer.
Resumo: guarde os Seus mandamentos;
portanto, ao Criador é melhor temer.
Valorizar o que é eterno.
E o que é eterno? – Viver para o Criador!
O resto é tudo supérfluo,
falsa alegria, renascimento de dor.
Passageiros
aqui somos, como tudo o que está ao redor.
Caminhar sem refletir neste solo
é ir, sem significado, desfazer-se em pó.
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