A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

Em Teus braços

Melhor confiar,
prudentemente esperar,
oportuno descansar,
não em mim;
mas, em Teus braços. 

Contemplar Tua presença,
saciar a carência
da suprema sapiência,
que não há em mim;
mas, nos Teus braços.

Preferível derreter,
ao Teu prazer
o coração, o ser,
não em qualquer um;
mas, em Teus braços.

Maravilhada estou,
Compungida vou,
submissa a vida dou
não a qualquer um;
mas, aos Teus braços.

                                            Joseane Fonseca



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