A dubiedade do eu

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Aproxime-se. Não há por que gritar, soltar a voz e lançar-se em um precipício. Eis o que pretendo dizer: não há ideia volúvel, não há fascínios capazes de convergir o pensamento. Oh, existência que tanto embaraça e faz desacreditar do próprio eu! Oh, pensamento que arrasta a uma vastidão dubitável de emoções e ao desmanchar do ego! Sem querer persuadir com mera filosofia. Sem tentar embarcar no universo sapiencial e, talvez, retrocedendo... Aqui, a força de gritar perde a voz. Recluso-me aos ideais ainda desconhecidos e sigo. Sigo sob a tenra ou forte iluminação... ou, quem sabe, até mesmo na penumbra ou no escuro encontre respostas! Quem sabe... Quem sabe algum devaneio elucide o pensar, o agir, arrebate e devolva as mais puras emoções e certezas. Deveras, o gritar do pensamento esbofeteia a realidade do ser. Corrói como um ácido, apto a queimar os sentidos mais resguardados. Livre de amarras do pensamento, de demagogias que aprisionam a mente — até as mentes mais filosóficas. Tirar a...

Ilumina


Derrama a Tua luz
e ilumina, Senhor!
Concede a Tua paz
e tranquiliza, Senhor!

Densas nuvens
pesam nos céus,
como cortinas,
turvam os olhos meus.

Que eu não venha
desviá-los de Ti!
Que, ao olhar, veja
a Tua luz, enfim!

És a lâmpada
que afasta as trevas.
Tua presença relumbra
e minha alma enleva.

Luz que é divina,
ilumina a escuridão.
Luz soberana,
resplandece a vastidão.

Senhor, ilumina-me!
E, por graça, reluz!
Minha lâmpada alumia;
nela, derramaste a Tua luz!



Poesia baseada no texto bíblico:

"Tu, Senhor , manténs acesa a minha lâmpada; o meu Deus transforma em luz as minhas trevas."
Salmos 18:28 NVI





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