O véu da consciência

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Às vezes, somente às vezes, no divagar do tempo, certos acontecimentos saem como planejados; outros passam longe e muitos sequer chegam perto. A consciência foge ao controle, enquanto a razão respinga suas gotas tão lentamente, reprimidas pela emoção, que as sufoca. Somente às vezes, os olhos são cerrados, e o cansaço procura deixá-lo nesse estado permanente. No limiar da vida, a escuridão insiste em tomar o olhar. Encobre a visão e, sem que se perceba, o abismo aproxima-se, profundo e voraz, disposto a tragar os mais belos intentos, lançando, assim, o indivíduo aos próprios devaneios. Não. Não é a loucura que devora o íntimo, que arranca a alma. Será que a altivez não lhe é superior? Será que não é ela a responsável por conduzir às profundezas e destronar a essência? Lembro-me daquele ser pequenino, cheio de boas intenções, de muitos sonhos. É... sonhos, se é o conceito mais apropriado para se dizer. No entanto, esmiuçar tal ideia seria um realce para outra reflexão, decerto. O ser c...

A riqueza da misericódia divina




 "Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou..." (Efésios 2.4)

A riqueza da misericórdia

Como compreender a misericórdia e a graça de Deus?

Talvez jamais as compreendamos em sua plenitude, pois Deus é riquíssimo em misericórdia, e é por ela que não somos consumidos (Lm 3.22).

Mas por que não começar contemplando a Cruz de Cristo? É nela que se pode ver e sentir o imenso amor de Deus Pai, manifestado em Seu Filho, Jesus.

Como pode um Deus santo entregar o Seu único Filho, também santo, para morrer por vis pecadores? Que graça inefável! Que amor insondável! Que gesto inexplicável!

Por meio da misericórdia do Senhor, somos alcançados pela maior e mais significativa das bênçãos: a salvação.

Mediante a fé operada pelo Espírito Santo no homem, recebe-se o livramento da condenação eterna, pois "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3.23). Pela graça, o pecador é regenerado, justificado e reconciliado com Deus por meio de Cristo.

Ainda que não haja compreensão plena desse amor imensurável, pois não existem palavras capazes de defini-lo, basta contemplá-lo. Ele perscruta a alma, transforma o coração e permanece eternamente. A maior demonstração desse amor foi dada na Cruz do Calvário.

Que Cristo seja contemplado! Ele é o "Autor e Consumador da nossa fé" (Hb 12.2). Nele encontramos a perfeita revelação do amor de Deus Pai.


— Joseane Fonseca

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