O véu da consciência
Às vezes, somente às vezes, no divagar do tempo, certos acontecimentos saem como planejados; outros passam longe e muitos sequer chegam perto. A consciência foge ao controle, enquanto a razão respinga suas gotas tão lentamente, reprimidas pela emoção, que as sufoca. Somente às vezes, os olhos são cerrados, e o cansaço procura deixá-lo nesse estado permanente. No limiar da vida, a escuridão insiste em tomar o olhar. Encobre a visão e, sem que se perceba, o abismo aproxima-se, profundo e voraz, disposto a tragar os mais belos intentos, lançando, assim, o indivíduo aos próprios devaneios. Não. Não é a loucura que devora o íntimo, que arranca a alma. Será que a altivez não lhe é superior? Será que não é ela a responsável por conduzir às profundezas e destronar a essência? Lembro-me daquele ser pequenino, cheio de boas intenções, de muitos sonhos. É... sonhos, se é o conceito mais apropriado para se dizer. No entanto, esmiuçar tal ideia seria um realce para outra reflexão, decerto. O ser c...